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quarta-feira, 28 de julho de 2010

Cuide bem do seu amor.

Continuo esperando por você.
Continuo esperando por você. (Overdose de amor)

O travesseiro do garoto ainda estava encharcado devido às lágrimas que elo não conseguira deixar de escapar. Sua amada havia partido, pra sempre. Ela havia descuidado de seu amor. Ela correra. Ele correra atrás. Ela não prestava atenção em nada ao seu redor. Ele só conseguiu prestar atenção e gritar seu nome, mas foi em vão. O carro havia atropelado Rosie, antes dele dizer à ela que a amava, pela primeira vez.
Ela estava jogada, ferimentos ao longo de seu corpo e um corte na cabeça. Não estava totalmente consciente. Ele estava em choque, posicionado ao lado de sua Rosie. As pessoas surgiam ao redor, o motorista desesesperado, mas para eles, haviam apenas os dois.

Rosie: Charlie, eu sinto... - Suspirou - Sinto que irei partir.
Charlie: Não, Rosie... Eu te amo, não vou conseguir continuar sem você e você sabe disso. - Ele chorava. Charlie não costumava chorar.
Rosie: Estou falando sério. Eu sei que não vou aguentar. E não chore, panacão! - Uma lágrima escorreu por sua face, que logo se misturou com o sangue que escorria pelo corte de sua cabeça e um esboço de sorriso forçado surgiu em seus lábios.
Charlie: Antes de você partir, preciso te revelar uma coisa muito importante... Rosie, eu me apaixonei por você. Amo seus sorrisos, amo suas crises e amo seus xingamentos. Amo quando você tenta cozinhar e não consegue, e amo como você pronuncia a palavra abraço. Pareço senti-lo quando ouço você falar... - Ele tinha dificuldade, seu choro o atrapalhava, mas era impossivel contê-lo.
Rosie: Queria te dar um agora... Me desculpe por não cuidar de ti. Prometo que cuidarei de você enquanto você respirar.
Charlie: E quando eu parar de respirar?
Rosie: Você irá me encontrar, e estará comigo, para podermos viver nosso amor. Eu te amo, otário.

Então ele selou seus lábios nos dela, e no mesmo instante seu coração parou de bater. Rosie havia morrido, mas nunca deixaria de cuidar de Charlie, e Charlie ainda consegue sentir seu beijo, mesmo depois de quarenta e três anos, desde aquela tarde.

"I WILL BE EVER WITH YOU, WHILE YOU BREATHE, CHARLIE JERK."
Eu estarei sempre com você, enquanto você respirar, Charlie otário.


domingo, 4 de julho de 2010

i wanted see you grow up.


Nashiville, 04 de julho de 1990

Querida Julie,

Eu não sei o que está fazendo agora. Escrevi esta carta ha algum tempo, antes de partir para uma missão. Espero que eu esteja ao seu lado quando você estiver lendo. Me perdoe se eu não estiver. Caso eu esteja, irei te abraçar fortemente contra mim, olharei em seus olhos e repetirei uma vez mais que depois que você nasceu, você passou a ser a minha vida, e que lhe amo mais do que a mim mesmo. Se eu não estiver, apenas se lembre que você continua sendo minha vida e que lhe amo incondicionalmente. Me perdoe por não ter visto seus primeiros passos, e por não estar aí contigo para te segurar quando ainda não tinha equilíbrio o suficiente para caminhar sozinha. Queria te ver dando as primeiras pedaladas barbeiras em sua bicicleta lilás, que deixei na garagem para você. Oh Julie, não sabes como queria te acompanhar no seu primeiro dia de aula, e lhe ajudar a pintar seus deveres para casa. Tu não sabes o quanto é preciosa para mim. Minha filha, não deixe que nenhum rapaz a toque com falta de respeito. Você é a mais linda de todas, e os rapazes provavelmente ficarão loucos para te ter como namorada. Se lembre de mim, quando for escolher algúm. Não vá pelo exterior e sim pelo interior. Me perdoe por não estar aí para te abraçar, quando partirem seu coração... Nenhum coração está mais partido do que o meu agora, por não poder lhe consolar.
Julie, não tenho palavras para explicar tamanha vontade que sinto de levar-te até o altar, ver-te de véu, linda para entregar-te à um rapaz realmente bom. Mais uma vez, me perdoe por perder uma vida ao seu lado. Porém eu estou sendo obrigado a isso. Não quero que seja atingida, em consequência de eu não ter ido para a guerra. Voltarei vivo, e se eu não voltar, estarei vivo em seu coração até você não mais acordar, minha pequena. Meu coração chora, por partir agora. Espero que compreenda. Não considere este rascunho como uma despedida, considere como um breve até logo. Eu te amo demais meu anjo. Obedeça sempre mamãe, não fale alto com ela, e cuide dela para mim. Fica com Deus. De alguma maneira, estarei com Ele, e nunca deixarei de estar contigo. Nos vemos em breve. Você jamais vai estar sozinha.
Com amor e saudades,
Papai.

terça-feira, 22 de junho de 2010

E essa distancia, que nos separa.

Eu não posso imaginar minha vida sem você.

Eu não posso imaginar minha vida sem você.

Foto retirada do tumbrl Overdose de Amor

Texto para Bloínquês. 21ª cont/história: 'Essa distancia que nos separa".

Há exatamente dois anos, ele foi comprar chocolates e não voltou mais. Dois anos sem ele, você tem noção do que são dois anos? Não são dois minutos, tampouco duas horas. Não são dois dias, são dois anos. Para Madlanne, a ferida não havia curado com o tempo como seus amigos a prometeram. Promessas. Exatamente, promessas, ela não podia mais acreditar em nada.

Você se lembra do que me prometeu, meu amor, antes de sair por aquela velha porta?

- Amor, vou comprar os teus chocolates. Eu sei que você não vive sem suas tartaruguinhas crocantes. – E riu gostosamente. Você riu, e o som da sua risada, está guardada em meus ouvidos ainda. Eu posso te ouvir rindo, donde quer que esteja.

- Volte logo! – Disse-lhe. Antes não tivesse dito.

- Em dois segundos. Se for demorar mais que isso, venho te buscar. Não conseguiria viver tanto tempo longe de você. – E bateu a porta.

- Eu te amo. – Sussurrei com um sorriso no rosto.

Não foram dois segundos... Agora já são dois anos.

Você morreu, naquele maldito acidente, Gabe. E agora eu estou aqui. Te amando.

Você sempre tão atencioso. Se lembra de quando vínhamos do colégio juntos, no nosso tempo de moleques, quando ainda tínhamos dezesseis. Caminhávamos juntos, passávamos pelo caminho mais longo, para ficarmos perto um do outro por mais tempo. Você uma vez apanhou uma flor, do jardim da dona Antonieta, para presentear-me. Você não tem idéia do quanto isso pôde me marcar. Seu sorriso desconcertado. Seus dentes sempre impecáveis, e seus olhos, que tinham um brilho capaz de humilhar um céu estrelado. Seus cabelos bagunçados, seu tênis surrado. Me lembro de você, como se eu tivesse te encontrado ontem. E de fato te encontrei, te encontro em mim, e me encontro em você. Eu ainda posso te ouvir.

Quando eu tinha medo, você estava aqui para me ajudar, e agora, eu... Essa distancia que nos separa, me machuca. Agora eu não sou mais ninguém. estou caminhando, passando pelos caminhos que sempre passamos juntos, a procura de você. Já consigo ver o banco onde nos beijamos pela primeira vez. Está chovendo agora. Sinto os pingos em minha pele. Minha vista embaçou. Como se fosse um flash. Deve ter algumas pessoas tirando fotos por aqui. Realmente o lugar é lindo.

Agora, Gabe, tem alguém ocupando nosso banco.. eu posso ver o esboço do individuo. Ele tem seus cabelos. E... mas é você Gabe! Não pode ser, não tem como.

Estou correndo, a chuva parece não me tocar mais, não a sinto contra meu rosto. Corro como se pudesse te perder novamente, meu amor. Corro tanto que pareço voar. Me aproximo cada vez mais de você. Mas estou voando. Oh céus! Estou voando. O que está acontecendo comigo? Você está olhando para mim. Vindo em minha direção. Eu te toco, e te sinto. Gente, o que está acontecendo? Te beijo. Sinto teu beijo em mim. Seus lábios quentes e macios ainda causam o mesmo efeito, sinto a mesma adrenalina e minhas pernas ainda tremem só de sentir sua pele na minha. Mas você não morreu? Como isso pode estar acontecendo?

- Olhe para trás, meu bem. – Ele disse. Sua voz ainda era doce, calma e terna.

Olhei. Meu Deus. Era eu, caída na calçada. Um motorista desolado e algumas pessoas em volta de mim. Do meu corpo... Eu.. Oh céus! Eu morri. Eu estou com Gabe, aqui. Ou lá. Mas estou com ele. Enfim, a eternidade?

Gabe segurou minhas mãos. Disse para não termos medo, tirou de seu bolso um chocolate, e entregou-me. Sorri para ele, que retribuiu o mesmo. Me abraçou, e caminhamos, juntos como sempre fazíamos, em direção à nossa eternidade.